Caros leitores,
Não posso deixar de publicar esta carta de protesto que recebi da Confraria Degustadores sem Fronteiras. De fato o assunto é polêmico e gera muitas paixões. Ainda não tenho uma opinião formada, mas morei em paises como a Suécia onde para ir a um restaurante e tomar Vinho só haviam duas opções : Ou você levava um amigo que não bebia nada, e ele dirigia o carro, ou você ia de Táxi. Qualquer outra opção dava cadeia mesmo.
Deixo aberto para ouvir sua opinião pois é um tema talvez tão relevante quanto o do desarmamento.
Abaixo transcrição da carta :
“Prezados senhores,
Escrevo-lhes para tornar público meu protesto contra a insensata e hipócrita lei que, na prática, proíbe o consumo de qualquer quantidade de bebida que contenha álcool para os motoristas de veículos. O consumo moderado de bebidas, como o vinho e a cerveja,por exemplo, fazem parte da cultura dos povos do ocidente há séculos e estão incorporadas ao ritmo de vida das pessoas civilizadas.
Não se trata aqui de defender a liberdade dos beberrões, que colocam em risco a segurança das pessoas; trata-se de garantir o direito de, após um dia estressante de trabalho, poder sair para jantar com sua esposa, namorada ou amigo e poder tomar ao menos duas taças de vinho que seja. O limite de 0,1 miligrama de álcool por litro de sangue ( a lei anterior, que era sensata, falava de 0,6 miligramas ) é ridículo e impraticável. Estão tentando implantar um modo de vida que me faz recordar a “Prohibition Law” (Lei Seca) norte-americana, de 1920, que tantos males acarretou à sociedade dos Estados Unidos e que só nos deixou de bom os filmes de gangsters sobre Al Capone, Elliot Ness e outros tantos que vieram na sua esteira.
Nem mesmo as gentis velhinhas, que voltam de seus chás à tarde, guiando cuidadosamente seus carros após degustarem dois ou três bombons recheados de licor, estão a salvo ! Elas também podem pagar pesadas multas e serem implicadas criminalmente por este “gravíssimo erro”.
É revoltante que, em um país em que campeiam os mensalões, as falcatruas e o tráfico de drogas, nossos legisladores e homens públicos percam seu tempo com bobagens deste quilate. A sociedade tem que se opor a essa medida truculenta antes que seja tarde. Daqui a pouco vão exigir que as mulheres sejam cobertas por burcas com o pretexto de se evitar o contágio de doenças sexualmente transmissíveis.
Aguinaldo Záckia Albert
Presidente da Confraria Degustadores Sem Fronteiras”
Veja também Como saber quanto posso beber antes de dirigir na nova lei.










3 responses so far ↓
1 junior // Jul 2, 2008 at 16:39
Opa. Linkei teu texto, abraços
2 Lucianaweb // Jul 8, 2008 at 21:38
Minha opinião:
Realmente não poder comer um bombom de licor e dirigir deve ser realmente uma tragédia tão grande que devemos acabar com qualquer lei que impeça pessoas alcoolizadas de dirigir.
Eu pessoalmente não tenho como saber do sofrimento dessas gentis velhinhas, pois não como bombons e nem tenho carro.
Acredito também que é muito infantil pensar se os governantes fazem coisas erradas eu também quero fazer. Todo mundo adora usar o pretexto de que tem roubo e mensalão, então eu tenho direito de fazer o que bem quiser.
3 Oswaldo // Ago 10, 2008 at 9:36
Concordo plenamente com a carta escrita acima, pois esta lei seca é EXAGERADA!!
O que eu acho mais revoltante é que nós tinhamos uma lei sensata (0.6 miligrama de álcool por litro de sangue) só que ninguém fazia valer. Até aparecer a lei seca, eu nunca vi um bafômetro ou soube de alguém que fez o teste. Mas após a ridícula lei seca, vejo diariamente noticias de que se compram 200, 300 bafômetros para fazerem testes com os motoristas.
Mas então eu gostaria de perguntar, Porque esta providência de compra de bafômetros não foi feita antes? Talvez porque a multa não fosse alta o suficiente para engordar os bolsos de quem controla tudo isto?
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