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Conheça melhor as Ostras – Uma iguaria da culinária.

Uma das iguarias da culinária são as Ostras. Este artigo de  Tadeu Masano, do Restaurante Amadeus, apresenta um resumo para você conhecer melhor este maravilhoso molusco.

Como a Ostra é um prato muito interessante para combinação com Vinho você deve ler também o artigo : Entenda a harmonização e combinação de Comida e Vinhos com este exemplo.

INTRODUCÃO

O nome Molusco deriva da principal característica dos animais pertencentes a este filo que eh de apresentarem o corpo mole.

O filo Mollusca compreende de 8 a 100 mil espécies, ocupando todos os habitats conhecidos. No mar, vivem desde a zona de mares até profundidades de 8 mil metros. Exploram também a terra, a água doce e água salobra.

Dentro do filo Mollusca as classes mais importantes utilizadas na alimentação humana são as classes Gastropoda (caramujos, caracois e lapas), Bivalvia (ostras, mariscos, vongoli, vieiras, …) e Cephalopoda (polvos e lulas).

São animais que vivem característicamente apoiados sobre o substrato ou entre este. Alguns gastropodes e cephlopodes porem, tem vida pelagica, se deslocando próximos ao fundo.

Aqui serão comentados somente os moluscos bivalves, ou seja, que possuem uma concha com duas valvas protegendo o corpo. O manto (ou “parte mole do corpo”) é o responsavel pela secreção da concha, portanto, o corpo fica perfeitamente arranjado dentro desta. Alimentam-se pela filtração da matéria orgânica que se encontra em suspensão na água ou depositada no fundo. As conchas constituem-se de carbonato de cálcio, com forma e tamanho muito variáveis.

OSTRAS

Registros paleontologicos já indicavam o consumo de ostras, junto com outros moluscos, na alimentacao do homem. As conchas consideradas “restos de cozinha” eram depositadas em locais denominados sambaquis.

Na Roma antiga a nobreza se alimentava com estes moluscos, reconhecendo desde esta epoca sua importância nutricional. Os gregos a utilizaram também como cédula de voto; Aristide foi julgado e banido de Atenas e foi dessa prática que se derivou a palavra “Ostracismo”.

Com o aumento do consumo o homem comecou a construir criadouros artificiais de ostras e isto desde o seculo XVII na Inglaterra, Japão e Franca.

Distribuem-se desde a faixa equatorial, de águas marinhas exclusivamente tropicais, ate 650 latitude, no hemisferio norte e 440 no hemisferio sul, na faixa de frio moderado. Podem ser encontradas nas zonas estuarinas e em praias, aderidas as rochas, desde o mais alto nível das mares ate fundos de 50-60 m de profundidade.

No mundo todo são conhecidas, aproximadamente, cerca de 120 espécies de ostras, entretanto apenas 20 são utilizadas na alimentação em função da oferta comercial. No Brasil as principais variedades e os lugares mais comuns de serem encontradas são :

  • Crassotrea brasiliana (Cananeia)
  • Ostrea arborea
  • Crassostrea gigas (Florianópolis)
  • Crassostrea rhizophorae (Mangue Seco no Sergipe)

 Na Franca as mais disputadas são a Belon, Claire, Fine de Claire, Bouzigue e Marennes.

Nutricionalmente a ostra é rica em elementos minerais como o fósforo, calcio, ferro, iodo, cobre e manganes, sendo ideal para egimes de emagrecimento. Cada 100 gramas possuem 70 calorias, sendo que uma duzia delas tem protidios iguais a um “steak”. É tão rica quanto leite e considerada um remédio contra arteriosclerose. A sua água tem o mesmo valor proteico que a sua carne.

A principal curiosidade sobre a ostra é o fato de ser transexual, isto é, passa a vida a mudar de sexo. Existem alguns tipos que tem o ritmo de mutação de sexo ligado a emissão de gametas, outros tipos esperam por seus ovos para efetuar a mudança.

Externamente possui coloração acinzentada, malhado com branco, internamente possui um “revestimento” de madreperola bastante belo e o corpo varia de branco a amarelo suave.

A formação ocasional de uma pérola (no Amadeus ja foram encontradas 3) se da a partir da existencia de uma impureza no interior da concha que não é digerida e não se conseguiu expulsar. A ostra, num mecanismo de autodefesa, neutraliza a situação envolvendo esse elemento de uma solução de nacar, de onde deriva a palavra “nacarada”. Uma perola precisa de 2 a 3 anos para se formar. A designer Miriam Mamber que tem participado em eventos internacionais afirma que a perola negra, raríssima, é hoje o objeto de desejo feminino.

A lenda francesa coloca que não se deve comer ostras em meses sem “R” (Mai, Juin, Juillet, Aout). Isso se baseava na dificuldade de transporte existente antigamente e tambem pelo calor do verão. De qualquer forma, nessa estação as ostras tem ambiente mais proprio para fecundar ou desovar, e isso prejudica o sabor.

Artigo Original de  Tadeu Masano do Restaurante Amadeus