Enochatos

Para quem gosta de vinho e gastronomia

Este Blog foi feito para você. Se você não encontrou a informação que você procura, me escreva com sua necessidade, terei prazer de fazer um artigo sobre seu tema

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Carta de Protesto dos Degustadores de Vinhos

Junho 28th, 2008 · 1 Comment

Caros leitores,

Não posso deixar de publicar esta carta de protesto que recebi da Confraria Degustadores sem Fronteiras. De fato o assunto é polêmico e gera muitas paixões. Ainda não tenho uma opinião formada, mas morei em paises como a Suécia onde para ir a um restaurante e tomar Vinho só haviam duas opções : Ou você levava um amigo que não bebia nada, e ele dirigia o carro, ou você ia de Táxi. Qualquer outra opção dava cadeia mesmo.

Deixo aberto para ouvir sua opinião pois é um tema talvez tão relevante quanto o do desarmamento.

Abaixo transcrição da carta :

“Prezados senhores,

Escrevo-lhes para tornar público meu protesto contra a insensata e hipócrita lei que, na prática, proíbe o consumo de qualquer quantidade de bebida que contenha álcool para os motoristas de veículos. O consumo moderado de bebidas, como o vinho e a cerveja,por exemplo, fazem parte da cultura dos povos do ocidente há séculos e estão incorporadas ao ritmo de vida das pessoas civilizadas.

Não se trata aqui de defender a liberdade dos beberrões, que colocam em risco a segurança das pessoas; trata-se de garantir o direito de, após um dia estressante de trabalho, poder sair para jantar com sua esposa, namorada ou amigo e poder tomar ao menos duas taças de vinho que seja. O limite de 0,1 miligrama de álcool por litro de sangue ( a lei anterior, que era sensata, falava de 0,6 miligramas ) é ridículo e impraticável. Estão tentando implantar um modo de vida que me faz recordar a “Prohibition Law” (Lei Seca) norte-americana, de 1920, que tantos males acarretou à sociedade dos Estados Unidos e que só nos deixou de bom os filmes de gangsters sobre Al Capone, Elliot Ness e outros tantos que vieram na sua esteira.

Nem mesmo as gentis velhinhas, que voltam de seus chás à tarde, guiando cuidadosamente seus carros após degustarem dois ou três bombons recheados de licor, estão a salvo ! Elas também podem pagar pesadas multas e serem implicadas criminalmente por este “gravíssimo erro”.

É revoltante que, em um país em que campeiam os mensalões, as falcatruas e o tráfico de drogas, nossos legisladores e homens públicos percam seu tempo com bobagens deste quilate. A sociedade tem que se opor a essa medida truculenta antes que seja tarde. Daqui a pouco vão exigir que as mulheres sejam cobertas por burcas com o pretexto de se evitar o contágio de doenças sexualmente transmissíveis.

Aguinaldo Záckia Albert

Presidente da Confraria Degustadores Sem Fronteiras”

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Comprar Vinho para Consumir depois, aproveitando preços baixos.

Junho 28th, 2008 · No Comments

Uma das leitoras do Enochatos, a Lia, escreveu um comentário a meu artigo que fala de Como usar e dispor os vinhos na adega climatizada, onde ela fez uma pergunta muito interessante : “é interessante aproveitar preço e comprar vinho branco no inverno para consumir no verão, ou melhor comprar na estação que vou consumir?”

Uma das leitoras do Enochatos, a Lia, escreveu um comentário a meu artigo que fala de Como usar e dispor os vinhos na adega climatizada, onde ela fez uma pergunta muito interessante : “é interessante aproveitar preço e comprar vinho branco no inverno para consumir no verão, ou melhor comprar na estação que vou consumir?”

A idéia de comprar vinho em preços mais baixos para consumi-lo depois, e não pagar um sobre-preço por isso, é tão antiga quanto o Vinho. De fato o Vinho por ser uma bebida que tem relação direta com o plantio da Uva, ele pode apresentar variação sazonal de preços por dois motivos principais :

  • Variação Cambial : Quando o Dólar ou o Euro estão mais “baratos” no Brasil, a tendência do mercado, embora demore um pouco, é se acomodar em preços mais baixos e buscar ganhos com o volume. Assim quando o dólar está baixo é uma boa hora para comprar vinhos mais sofisticados, que permitem guarda, e consumi-los mais tarde.
  • Variação Anual : O Vinho também flutua seu preço de acordo com a época do ano, sendo mais caro nas festas de fim de ano, no inverno para os tintos, no verão para os brancos. Os Espumantes obviamente são mais caros em Dezembro, por causa do Natal e Ano Novo e mais baratos no meio do ano.
  • Variação Comercial : Os bons Vinhos se valorizam quando são descobertos e ficam famosos, e quando a Safra é chamada de excelente. É por isso que tanta gente faz degustações. Se você provar Vinhos novos, que estão chegando no país e são novidade, pode descobrir excelentes rótulos e comprar uma certa quantidade antes que eles fiquem caros. Eu mesmo tive esta experiência quando os Vinhos de Nicolas Catena começaram a chegar no Brasil. Fui um dos primeiros a degustar e tive o prazer de consumir excelentes Vinhos que comprei na época, anos depois, quando as garrafas já valiam o dobro ou mais.

Assim, se é somente se, você tem uma adega climatizada, você pode pensar em comprar os vinhos na contramão do Cambio, das Festas e das Variações Comerciais e com isso economizar dinheiro para comprar mais e melhores Vinhos.

Como toda a regra tem sua exceção, Vai um alerta importante para os Vinhos que são feitos para serem consumidos muito Jovens. Os Beaujolais Nouveau, os Vinhos Verdes, são exemplos de vinhos ( um tinto e outro branco ) que são feitos para serem consumidos de imediato, você compra e consome, guardá-los não é uma boa idéia pois você estará perdendo mais do que ganhando.

Em fim, Lia, sim, compre Brancos no Inverno, Tintos no Verão, Espumante no meio do Ano e você estará aproveitando máximo do seu dinheiro. Além disso se você está considerando um ciclo de seis meses, entre compra e consumo, você não precisa se preocupar muito com tabelas de safra e tempo de guarda.

Alguma leitura adcional sobre o tema :

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As Dicas básicas para receber e servir queijos e vinhos - Parte 4 - Os Vinhos

Junho 18th, 2008 · 1 Comment

Esta é a ultima parte do Artigo sobre como preparar uma recepção com queijos e Vinhos, vou falar sobre quais Vinhos escolherem uma recepção de queijos e vinhos.

Você deve se lembrar primeiro de seguir todas as recomendações sobre como servir Vinho em um Jantar, sobre as taças, sobre a água, e outras que já falei neste Blog.

Nem todos os vinhos combinam com todos os queijos. Queijos muito gordurosos, como o parmesão, são difíceis de digerir. Se misturamos com um vinho muito doce e de alto teor alcoólico, como o Porto, o efeito pode ser desastroso. Uma boa solução nesse caso é optar pelos vinhos tânicos.

Para ajudar elaborei algumas listas. Se você quiser uma escolha rápida siga estas dicas :

Ricota, boursin e Minas com Brancos secos, da uva riesling, por exemplo.
Cammembert e brie com Espumantes secos, feitos com as uvas chardonnay e pinot noir
Gouda, estepe com Tintos leves, que podem ser das uvas cabernet franc ou gamay, com pouco corpo.
Gruyère, emmental com Branco frutado, da uva sauvignon blanc.
Parmesão, pecorino com Tintos encorpados, das uvas cabernet sauvignon e shiraz.
Roquefort, gorgonzola com Brancos licorosos, que são doces, fortes, com altíssimo teor alcoólico com sauvignon ou moscatel

Mas, se você quiser investir mais tempo elaborando uma seleção sofisticada separe os queijos em categorias conforme abaixo :

Queijos frescos
Muito apreciados pelo paladar nacional, os queijos frescos são ideais para iniciar uma reunião e pedem vinhos brancos frescos, secos, com boa acidez e aromáticos, como o Gewürztraminer, Riesling, Moscatel e Malvasia. A maioria dos queijos cremosos de leite de cabra também casam perfeitamente com esses vinhos.

Queijos macios
Tanto o brie quanto o camembert combinam com vinhos brancos estruturados, como um Chardonnay envelhecido em barrica de madeira por algum tempo.
Tintos leves, pouco tânicos, como os do Vale do Ródano, os conhecidos Côtes du Rhône, ou um cru Beaujolais, são outros exemplos de boa companhia.
Outra opção são tintos mais marcantes como Cabernet Sauvignon e Carmenère, mas também combinam com vinhos brancos secos e encorpados como o Semillion Blanc ou Frascati.

Queijos azuis
O sabor complexo e picante do roquefort combina com um Sauternes, vinho francês de sobremesa de alta concentração de açúcar.
No caso do italiano gorgonzola, a combinação clássica é um tinto leve como um Valpolicella nobre, um Barbera ou Bardolino. Outra possibilidade é abrir um Moscatel português.
Combinam também com tintos marcantes e encorpados como Merlot e Côtes-du-Rhône, ou ainda com vinhos frutados ou levemente apimentados, de sobremesa como vinho do Porto Tawny, Sauternes ou Muscat.

Queijos semiduros
Queijos como o emmenthal, o gruyère e o queijo-de-minas curado e semicurado ficam bem com tintos leves, de médio corpo, como um Côtes du Rhône, um Pinot Noir ou um Beaujolais, ou um Gamay na versão brasileira.
Também vão bem com italianos mais leves como o Barbera e o Dolcetto. P
odem ser bons parceiros brancos secos como os Chardonnays estruturados que permaneceram em barricas de carvalho.
Os holandeses como Edam e o Prima Donna têm sabor mais pronunciado e pedem vinhos potentes, como os Shiraz. Também com um Rioja Reserva, um Cabernet Sauvignon proveniente do Chile ou mesmo um Tannat uruguaio.
O Gouda e o Emmental combinam vinho jovem e suave como Cabernet Franc, ou vinhos mais frutados como Reisling e Saint-Emillion.
O Provolone e o Taleggio combinam com vinhos tintos, robustos e jovens como Valpolicella, Chianti Classico, tinto da Toscana, ou um outro tinto de médio corpo.
O Parmesão combinam com vinhos robustos e mais encorpados como o Cabernet Sauvignon, o Barolo e o Zinfandel.A mussarela funciona bem com um tinto leve ou de médio corpo.

Queijos duros

Os queijos duros, como parmiggiano reggiano ou grana padano, pedem tintos potentes como um Cabernet Sauvignon Reserva chileno, um Amarone della Valpolicella ou um Zinfandel californiano encorpado.
O pecorino vai bem com vinhos de médio corpo, como um Malbec argentino. O Malbec traz uma doçura que produz um interessante contraste com esse queijo.

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Enochatos lança Discos Raros, um projeto para comercialização de Discos de Vinil 78 e 33 RPM

Junho 17th, 2008 · No Comments

Nem só de Vinho vive o Homem :-) muito menos o Enochatos.com.br. Nesta última semana estive trabalhando em algo bem diferente, o Blog Discos Raros, um Blog voltado a divulgação, comercialização e remasterização de discos de vinil raros e especiais em 78 e 33 RPM.

Recebi uma proposta, da Sra. Natividad Palomero Saber, uma simpática espanhola que possui um invejável acervo de discos de Vinil em 78 e 33 RPM, para criarmos um Blog, um Catálogo de fato, de seu acervo, para que os colecionadores, museus e especialistas pudessem ter acesso a esse material.

A idéia é digitalizar as capas e selos, e remasterizar o material de áudio, preservando gravações que em muitos casos são do início do século passado.

O Blog ira divulgar o acervo, comercilizar os Discos Originais de 78 e 33 RPM, e nos casos em que é permitido, comercilizar as musicas originais em MP3 de clássicos do Jazz, como Tommy Dorsey e Cuban Boys, da musica Francesa como Edith Piaff e Jacqueline François, e muitas outras obras.

O acervo de discos de vinil em 78 e 33 RPM realmente é muito grande e lavaremos alguns meses, ou até um ano, para conseguir catalogar tudo no Blog. O que me animou neste trabalho é que venho trabalhando com audio e remasterização a algum tempo e como o estado de conservação dos discos é impressionante, ví nisso uma oportunidade de colocar meu hobby em prática.

Para os colecionadores e amantes da musica é uma oportunidade de comprar verdadeiras relíqueas, para os que possuem um acervo de Discos de Vinil uma oportunidade de encontrar um parceiro para divulgação e resmasterização de seu acervo.

Assim conheçam este trabalho visitando o Blog Discos Raros.

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As Dicas básicas para receber e servir queijos e vinhos - Parte 3 - Queijos

Junho 6th, 2008 · No Comments

Continuando a terceira parte do Artigo sobre como preparar uma recepção com queijos e Vinhos, vou falar agora da lista de queijos.

Primeiro você deve saber a quantidade de queijo por pessoa, a ser servida em uma festa de Queijos e Vinhos. Você deve servir cerca de 300 gramas de queijo para cada convidado. Não se esqueça que além disso você ainda vai servir os pães e frutas, e o próprio Vinho.

Os Queijo deve ser comprados com no máximo dois dias de antecedência, e deve ser conservados na geladeria em embalagens fechadas. Você deve retirar da geladeira cerca de uma hora antes de servir.

Os Queijos deve ser servidos em tábuas de maderia próprias para isso, ou se não tiver use travessas grandes. Não deixe os qeuijos amontoados, lembre que cada queijo deve ser servido inteiro e cortado pelo convidado, e portanto tem que haver espaço para isso.

Se não tiver muito espaço, sirva pedaços grandes de cada queijo, e vá abastecendo estes pedaços conforme acabam.

Se possível, use facas próprias para queijos. Se não tiver use facas de sobremesa. Não espete-os com um garfo no momento de cortar.

Agora vamos a escolha dos queijos. Esta não é uma lista completa, você pode encontrar uma infinidade de outros bons queijos para servir, mas é uma lista prática e com queijos que você encontra na maioria das regiões do País.

O primeiro passo é escolher as categorias de queijo de sua preferência. Não é necessário ter queijos de todas as categorias, mas é interessante incluir queijos de diferentes texturas e sabores, dos suaves aos mais fortes. Os queijos podem ser classificados de acordo com o tipo de leite, a textura, o grau de maturação e a intensidade de seu sabor e aroma. A classificação mais comum é de acordo com a textura (queijos duros, macios, frescos e azuis ).

Queijos frescos : Queijo de cabra, Queijo-de-minas, Cream cheese, Ricota, Cottage e Mascarpone. Muito apreciados pelo paladar nacional, os queijos frescos são ideais para iniciar uma reunião.

Queijos macios : Brie e Camembert.

Queijos azuis : Roquefort e Gorgonzola.

Queijos duros : Emmenthal, Gruyère, Parmesão, Provolone, Pecorino, Cheddar e o Gouda. Em geral, esses queijos são reservados para a seqüência final, uma vez que com sabor demasiadamente marcante, acabam ofuscando os demais.

Além dos queijos sugeridos acima, você pode ainda procurar outros sabores. Confira os tipos : Asiago, Caciocavallo, Edam, Feta, Grana, Parmeggiano, Pecorino.

É muito importante notar que a origem e a marca do queijo faz toda a diferença. Assim quando falamos em Parmesão, podemos ir de um nacional médio, para um argentino mais elaborado, ou até para um Prima-Dona, de produção holandesa e que indiscutívelmente supera todos os rivais.

Assim faça as contas e procure fazer uma lista que privilegie uma boa relação qualidade-preço.

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Jerez ou Xerez, tanto faz. Conheça este Vinho Fortificado Espanhol

Maio 29th, 2008 · No Comments

Você pode chamá-lo de Jerez ou Xerez. Na verdade você deve falar “Reres”. Mas não importa, este é um Vinho Fortificado Espanhol, diferente de tudo o que você já tomou.

Ele tem sua própria personalidade, e é um excelente aperitivo, antes ou depois de um Jantar ou Almoço, e eu acredito, é bem adequado ao Brasil, já que sempre se toma gelado.

O Jerez é um excelente acompanhamento, e principalmente serve muito bem no lugar da tradicional caipirinha, antes de um almoço com os amigos.

O Xerez é um Vinho Branco Fortificado, originalmente seco, mas que é encontrado em diversas versões, das mais secas as mais adocicadas.

O Xerez é dividido entre os Finos e os Olorosos, que embora o nome soe estranho quer dizer um Vinho mais potente e encorpado.

Os principais Jerez Finos são :

  • A Manzanilla, que é o mais leve de todos, parece um Cooler, e por isso é muito apreciado pelos Jovens.
  • O Fino, é um Jerez mais concentrado e com coloração dourada. É o mais fácil de encontrar no Brasil.
  • O Amantillado, que é um pouco mais dourado e forte, muito adequado como aperitivo. 
  • O Medium, que é um Amantillado mais doce.

Os principais Jerez Olorosos são :

  • Oloroso, que quer dizer “perfumado”, é concentrado e envelhecido.
  • Cream, é um Oloroso mais doce.
  • Pale Cream, de coloração mais clara e uma dosagem alcoolica mais forte.
  • Brown Sherry, um Vinho rico, potente e de coloração escura.

Se você ainda não conhece o Jerez ou Xerez, vale a pena comprar uma garrafa de Jerez Fino Tio Pepe, facilmente encontrado no Brasil, colocá-lo na geladeira e tomar bem gelado, em uma taça de Vinho Branco, antes do Almoço de Domingo.

Depois me diga o que achou.Â

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Como usar dispor os Vinhos na Adega Climatizada

Maio 28th, 2008 · 2 Comments

A minha amiga Roberta estava lendo o livro do Renato Machado, e disse que em determinado momento ele afirma que os vinhos brancos devem ser guardados embaixo, na adega climatizada.

Ela se surpreendeu por que disse que sempre ouviu falar que os brancos são guardados em cima.

Assim ela me perguntou qual a forma correta de dispor os Vinho na adega climatizada, que no caso dela tem 24 garrafas e não tem dois termômetros.

Ela fala também que deixou a adega na sala, encaixada em um móvel feito sob medida, por que é o local mais arejado da casa e onde há menos cheiros.

A sala não é muito iluminada, mas à noite eventualmente as luzes estão acesas. E pergunta se isto pode ser prejudicial aos vinhos.

Assim achei importante publicar a resposta para que outros leitores que tenham adegas possam entender melhor o assunto. Então vamos lá.

Os Vinhos Brancos devem ser guardados em um temperatura ligeiramente mais baixa que a dos Vinhos Tintos.

O motivo é simples, os Vinhos Tintos devem ser guardados em temperatura estável, não muito baixa. Estável para que não se deteriorem com as variações de temperatura. Não muito baixo, pois a guarda dos Vinhos Tintos ajuda o Vinho a amadurecer e melhorar com o tempo, e se estiverem a temperaturas muito baixas eles amadurecem muito lentamente.

Já no caso dos Vinhos Brancos, salvo honrosas exceções, como o Caso do Chablis, ele é feito para consumir mais Jovem e não deve envelhecer muito. Assim a guarda de Vinhos Brancos deve ser feita a temperatura mais baixa, pois a guarda serve tão somente para conservá-los o máximo possível.

Como o ar quente sobe e o ar frio desce ( lembra das aulas de física na escola ? ) então é de se esperar que na adega climatizada a parte de baixo esteja mais gelada do que a de cima.

Não confunda isso com a manutenção por alguns dias do Vinho aberto na Geladeira. Na geladeira a parte de cima é mais gelada por causa da forma da construção da geladeira ( que é diferente da adega climatizada - que não é um geladeira mais fraca ). Na geladeira os Vinhos Brancos devem ficar em cima.

Algumas adegas climatizadas mais caras tem dois termômetros e duas seções, uma para tintos e outra para brancos, mas em adegas menores, como seu caso, de 24 garrafas, você pode reservar a última, ou as duas ultimas prateleiras para os Brancos.

A Adega, como você bem lembrou, deve estar em local arejado e fresco, e não ter cheiros.

Quanto a questão de iluminação, você não deve deixar incidência do Sol sobre a adega. Já a luz artificial da Sala não vai afetar o Vinho pois a intensidade dentro da Adega com certeza não é significativa.

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As Dicas básicas para receber e servir queijos e vinhos - Parte II - Acompanhamentos

Maio 28th, 2008 · No Comments

Continuando a segunda parte do Artigo sobre como preparar uma recepção com Queijos e Vinhos, vou falar agora dos acompanhamentos.

Para acompanhar uma boa recepção, festa ou reunião com Queijos e Vinhos, você tem que dar opções a seus convidados.

Alguns especialistas dizem que os bons queijos deveriam ser degustados ao natural, sem nenhum acompanhamento. Mas como os melhores queijos também podem ser fortes, encorpados e gordurosos, você tem que “limpar” o seu paladar entre um e outro, pois se não ao longo da festa não vai mais estr saboreando nada.

Obviamente os acompanhamentos devem ser escolhidos para que o sabor deles não atrapalhe o principal, O Queijo e o Vinho.

Primeiro, sempre sirva Pão. Os Pães, são ótimos acompanhamentos tanto para o Queijo quanto para o Vinho. Eles devem ser de sabor neutro, e portanto esqueça os pães muito elaborados como pães com frutas secas, nozes, tomate ou azeitona. Eu sugiro os seguintes Pães básicos dependendo do que você encontrar na sua região ou padaria de confiança :

1. Pão Francês, ou Baguete, cortado em fatias de 1 centímetro. Esta é a opção mais fácil e barata.
2. Pão Italiano, de preferência em formato de baguete, pois o redondo é mais difícil de fatiar, fatiado em fatias de 1 a 2 centímetros.
3. Pão Ciabata fatiado em fatias de 2 centímetro.

Você ainda pode encomendar mini-pães, mas desde que conheça o trabalho do padeiro e se decidir colocar pratos de sobremesa para que os convidados se sirvam.

Corte sempre os Pães antes de colocá-los para servir, seus convidados já tem muita coisa para se preocupar e a sujeira e confusão de colocar facas para cortar Pães não vale a pena.

A idéia de alguns de deixar que o pão seja cortado com a mão pelos convidados, só pode ser usada se todos estiverem sentados a mesa, forem poucos convidados, e você colocar uma cesta de pão para cada 4 convidados. Caso contrário você pode estar criando um problema para você e um desconforto para os convidados.

Você não pode comprar o pão com muita antecedência, tem que ser do dia, e deve cortá-lo cerca de uma hora antes da festa, para não ressecarem.

Outra opção de acompanhamento são as frutas da época, desde que você tome o cuidado de incluir somente frutas mais neutras, evitando as de sabor mais ácido (limão, abacaxi, kiwi) e as muito doces. Uma sugestão segura é a maçã, pêra e a uva.

As frutas secas podem ser usadas, mas com mais cuidado e em menor quantidade. As uvas passa, os damascos, as ameixas e o figo, todos combinam muito bem com queijo.

Eu evitaria as nozes, a castanha de caju, a castanha-do-pará, a amêndoa, a avelã, e outras do gênero. Embora combinem bem com os Queijos, elas podem não combinar com o Vinho escolhido.

Lembre-se de não servir nada antes como aperitivo, pois o Principal são os Queijos e os Vinhos, o resto deve sempre ser encarado como acompanhamento.

Uma boa idéia e ter na mesa pratos de sobremesa e talheres pequenos, para que o convidado possa, se quiser, se servir e consumir sobre um prato. Alguns queijos são difíceis de manipular só com um pãozinho.

É importante que você pense na seqüência e no trajeto que o convidado vai fazer, minha recomendação é : Ele pega os pratos de talheres em uma mesa, ele se serve dos queijos em outra mesa, ou na seqüência, ele se serve dos pães, e por último deve haver uma mesa com o Vinho e os Copos, com espaço para que ele possa apoiar o prato de queijos e pães, e se servir com cuidado.

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A importância dos antioxidantes para saúde do organismo

Maio 27th, 2008 · No Comments

À luz dos conhecimentos atuais, e até que se prove o contrário, os antioxidantes de que tanto se ouve falar são, efectivamente, elementos indispensáveis na nossa alimentação diária.

Embora a ciência da alimentação/nutrição não seja uma ciência exacta, há princípios baseados em estudos, experiências e evidências que vão servindo como guias orientadores para uma melhor alimentação com vista a uma melhor saúde.

À luz dos conhecimentos atuais, e até que se prove o contrário, os antioxidantes de que tanto se ouve falar são, efectivamente, elementos indispensáveis na nossa alimentação diária.

O que são, afinal?

São substâncias que ajudam a combater os radicais livres que se formam durante os processos celulares e que são responsáveis pelo envelhecimento precoce, por doenças cardiovasculares ou certos tipos de cancro. Quando se tem hábitos de vida saudáveis e se faz uma alimentação que inclui uma variedade de alimentos frescos, sobretudo hortícolas e frutos, há maior probabilidade de o organismo estar protegido contra esses elementos nocivos. Nesta situação, as substâncias antioxidantes que ingerimos juntamente com as que o organismo produz poderão ser suficientes para minimizar o seu efeito nefasto. Mas, com a quantidade de poluentes a que estamos sujeitos, com a alimentação desequilibrada e excessiva a que nos sujeitamos, a que muitas vezes se junta o consumo de tabaco, bebidas alcoólicas e gorduras, a quantidade de radicais livres que se forma é muito superior aos antioxidantes que o organismo consegue produzir, conduzindo ao seu excesso. No fundo, quanto maior for o número e prevalência destes factores de oxidação, maior deverá ser a ingestão de alimentos ricos em antioxidantes.

Onde existem?

Embora os possamos encontrar na forma de suplementos, o ideal será ingeri-los através dos alimentos para obviar algum risco de sobredosagem com riscos para a saúde. No grupo dos antioxidantes encontramos as vitaminas A, C e E, selénio, zinco e polifenóis.

O vinho tinto, as uvas, o chá verde, o cacau, o azeite e as azeitonas são alguns exemplos de alimentos ricos em polifenóis. As vitaminas encontram-se sobretudos em produtos hortícolas e frutos, a vitamina A encontra-se predominantemente em frutos ou alimentos de cor amarela ou laranja e nalguns peixes e a C predomina em frutos e hortícolas vermelhos ou verde-escuros. Podemos encontrar a vitamina E no azeite e óleos vegetais e em frutos oleaginosos como as nozes, amêndoas, etc. O zinco encontra-se nos frutos secos bem como em cereais integrais e marisco, e o selénio no ovo e cereais pouco refinados.

Que porções devemos ingerir?

Para que a alimentação seja equilibrada, o que significa consumir nas quantidades recomendadas todos os nutrientes indispensáveis à manutenção da vida e da saúde, não devemos privilegiar um grupo específico de alimentos. Mais uma vez, aconselho a consulta da Nova Roda dos Alimentos para, de uma forma graficamente simples, se percepcionarem as quantidades em que cada grupo deve ser consumido diariamente. A receita, no que toca ao consumo de antioxidantes, diz que, do grupo dos frutos e legumes, devemos consumir, no mínimo, cinco porções por dia, o que equivale a três peças de fruta e 200 g de legumes ou 300 g de legumes e duas peças de fruta.

O grande segredo está em variar, mesmo dentro de cada grupo! Não devemos cair no erro de privilegiar um ou dois alimentos em detrimento dos outros, sob pena de podermos vir a ter, em simultâneo, excesso de uns nutrientes e carência de outros.

Texto Original de Paula Veloso no Site educare.pt

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Receita da Sopa de Pessach

Maio 27th, 2008 · No Comments

Esta é são receitas tradicionais que vem das tradições Judaicas do passado.

A história de Pessach diz que os escravos hebreus não tiveram tempo de fermentar o pão quando fugiam do Egito, daí o motivo para se comer a matzá, bolacha sem fermento.

Caldo com kneidalech

Rendimento: para 8 pessoas

Ingredientes

Para o caldo:

1 peito de frango
6 asas
200g de moela
Meio salsão
1 maço de salsinha
1 cenoura
1 cebola
1 chuchu
1 batata grande

Para o kneidalech:

3 ovos
1 cebola picadinha e frita
1½ xícara de farinha de matzá

Preparo

Caldo: Junte os ingredientes na panela, cubra com água e cozinhe por 3 a 4 horas.

Kneidalech: Bata as claras em neve, acrescente as gemas, o sal, a pimenta e a cebola frita (bem dourada). Misture bem até a massa ganhar uma consistência de mingau. Deixe descansar por duas a três horas. Em seguida, adicione a farinha de matzá aos poucos. A massa estará no ponto certo quando não grudar na mão molhada. Enrole os bolinhos e cozinhe na água fervendo. Após dois a três minutos, quando começarem a boiar, estarão prontos. Ou, se preferir, faça o teste: o bolinho deve ser cortado com facilidade e sem grudar na faca.Sirva o caldo com os bolinhos.

Sopa de Molochie

Rendimento: para 5 pessoas

Ingredientes

300g da molochie moída (ou substitua por espinafre)

Para o caldo:
3 litros de água
3 tomates
2 cebolas
700g de músculo (ou alcatra misturada a ossobuco)

Para a taleia (fritura no óleo):

1 colher (sopa) bem cheia de alho
1 colher (sopa) bem cheia de cominho
2 colheres (sopa) de coentro em pó
1 tablete de caldo de galinha
Pimenta síria moída
Sal a gosto
Óleo para fritar

Preparo

Faça um caldo com os ingredientes na panela de pressão, por 40 minutos. Coe-o, esprema o sumo dos ingredientes e volte a carne ao caldo. Coloque o caldo para ferver e acrescente a molochie. Frite os ingredientes da taleia e adicione à sopa. Mexa e deixe ferver por mais 10 a 15 minutos.

Sopa Hamod

Rendimento: para 5 pessoas

Ingredientes

Para o caldo:
3 litros de água
3 tomates
2 cebolas
700g de músculo (ou alcatra misturada a ossobuco)
1 salsão pequeno

Para a sopa:

1 tablete de caldo de galinha
1 maço de coentro verde picado
2 batatas em cubos
1 colher de sopa de alho
1 colher de sopa de extrato de tomate
1 colher de sopa de cominho
Suco de 2 limões
Sal e pimenta síria a gosto

Para o quibe de arroz:

1 copo de carne moída
½ copo de creme de arroz
1 copo de água

Recheio do quibe:

250g de carne moída pré-cozida
Pimenta síria
Alho e cebola picados a gosto
Cominho e sal a gosto
Açafrão a gosto

Preparo

Caldo: Faça um caldo com os ingredientes na panela de pressão, por 40 minutos. Coe-o, esprema o sumo dos ingredientes e volte a carne ao caldo. Reserve.

Quibe: Misture a carne moída e o creme de arroz com um pouco de água, apenas para dar liga. Misture os ingredientes do recheio. Abra a massa de arroz na palma da mão em pequenos discos e recheie. Feche as bolinhas de quibe e reserve.

Sopa: Volte o caldo ao fogo, acrescente os ingredientes da sopa e os quibes. Deixe ferver por mais 30 minutos ou até que as batatas e os quibes estejam cozidos.

Receoita extraida do Caderno Suplementos do Estadão

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